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Escrito por Carlos Chagas
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Sex, 30 de Julho de 2010 19:53 |
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa - Não é de hoje que se critica a existência de monumental número de leis vigentes no país, umas necessárias e outras, nem tanto. Só que agora está demais. Na mesma semana em que o presidente Lula autorizou a inclusão no Estatuto do Menor da cláusula proibindo os pais de dar palmada nos filhos, acaba de ser sancionado o Estatuto do Torcedor, com outras bobagens. Uma delas é de responsabilizar as torcidas organizadas por quaisquer atos de violência de seus integrantes. Outra, de punir com pena de cadeia os juízes que errarem, prejudicando o resultado das partidas. Quer dizer, se em pleno Maracanã, cercado por bandeiras do Flamengo, um cidadão enfiar o canivete na barriga de outro, será aberto um processo contra os dirigentes da torcida rubro-negra? E se um determinado árbitro não viu que a bola entrou, deixando de dar o gol, será condenado à prisão? Ainda agora descobriu-se na legislação eleitoral a proibição de candidatos a presidente da República tornarem-se objeto de sátira em programas humorísticos de televisão. Para não falar que chefes de executivo federal, estadual e municipal não podem exprimir suas preferências eleitorais, muito menos comparecer a comícios e recomendar o voto em seus candidatos. Estes e mil outros exemplos entram no rol das leis que não pegam, apesar de repetidas. Quantas vezes tomamos conhecimento de dispositivos acabando com a firma reconhecida para documentos públicos e privados? O próprio governo que determinou a dispensa é o primeiro a exigir o carimbo do cartório. Convenhamos, quanta besteira…
Conspiração do silêncio - Já se vão cinco dias da divulgação da existência de um relatório da Agencia Brasileira de Inteligência denunciando que governos e ONGs estrangeiras tramam a transformação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol em Estado Independente, com atividades políticas, administrativas e judiciárias próprias. Até agora, nem uma palavra do palácio do Planalto, para onde foi enviado o relatório, muito menos dos ministérios da Defesa, das Relações Exteriores e da Justiça. Registre-se, também, o comportamento da mídia. Nenhuma repercussão, muito menos investigação. Paranóias à parte, dá para pensar numa conspiração do silêncio. Governo e meios de comunicação fingem ignorar o risco que sofre nossa soberania, porque depois de caracterizado um Estado Independente, o próximo passo será o reconhecimento de uma Nação Soberana chefiada por índios e tutelada por países ricos e suas multinacionais. Estariam o presidente Lula, seus ministros e os barões da imprensa com receio de represálias externas? Ou não dão maior valor ao território onde se localizam as reservas indígenas, pleno de minerais estratégicos, biodiversidade e outras riquezas? |
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Escrito por José Nabuco Filho
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Qui, 29 de Julho de 2010 23:49 |
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Quando uma nova lei penal é sancionada, invariavelmente os penalistas têm um calafrio. Em geral, as mudanças são para pior, pela falta de noção de princípios elementares de direito penal ou processo penal. O Direito Penal é um sistema complexo e qualquer modificação legislativa deve ser feita respeitando-se sua coerência.
A falta de visão sistemática do legislador é comum quando uma nova lei aumenta a pena de um determinado crime. É frequente que ele trate esse crime como se fosse uma peça isolada - não um componente do sistema penal, com o qual deve manter harmonia.
São inúmeros os exemplos de leis com tais defeitos. Em 1990, com a lei dos crimes hediondos, aumentou-se a pena mínima do estupro de três para seis anos, que é a mesma pena do homicídio simples. Por mais grave que seja o estupro, é absolutamente desproporcional que ele tenha a mesma pena do homicídio. Principalmente, após a reforma da legislação dos crimes sexuais, de 2009, com a qual o conceito de estupro foi ampliado, abrangendo desde um coito vagínico ou anal, até toques ou carícias sexuais, desde que mediante violência ou grave ameaça.
Outra situação que pode ocorrer é o desconhecimento de regras gerais, previstas na lei ou na Constituição, que podem inviabilizar o pretendido rigor do legislador.
Há dois exemplos recentes.
A chamada lei seca pretendia ser mais rigorosa ao estabelecer que o crime do art. 306, do Código de Trânsito, estaria configurado simplesmente pelo fato de alguém dirigir com o nível de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas. Basta constatar o nível de álcool, para que se configure o crime. Ocorre que tal mudança na lei trouxe uma conseqüência: apenas uma forma técnica — o bafômetro ou exame de sangue — pode aferir se o índice de sangue está acima do permitido. E tais exames dependem da colaboração do investigado.
Esqueceu-se, o legislador, que vigora no Brasil um princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Desse modo, alguém que se recusa a fazer os exames não pode ser obrigado, tampouco condenado, pois não será possível saber o nível de álcool por litro em seu sangue. Assim, centenas de pessoas que seriam condenadas sob a vigência da lei antiga, acabam absolvidas na vigência da nova.
Situação semelhante ocorreu com a mudança dos crimes sexuais. Ao unir, no crime de estupro, todo e qualquer ato sexual praticado com violência ou grave ameaça, os legisladores modificaram uma antiga questão. Antes, quem praticasse contra a mesma pessoa, no mesmo momento, um coito vagínico e outro anal, seria condenado por dois crimes: estupro e atentado violento ao pudor, com a soma das penas, que resultaria no mínimo de doze anos para os dois crimes.
Hoje, segundo o entendimento prevalente, o crime seria apenas um, pois ambas as condutas sexuais são previstas como estupro. No exemplo, portanto, o agressor teria a pena mínima de seis anos. Nesse e em outros pontos, os legisladores, que pretendiam ser mais rigorosos, acabaram sendo benéficos.
Como a Constituição determina que a lei mais benéfica deve retroagir, muitos são os condenados por estupro, sob a vigência da lei antiga, que estão sendo colocados em liberdade, beneficiados pela nova lei, embora, evidentemente, não tenha sido esse o desejo central.
Em síntese, se o legislador continuar ignorando que um artigo de uma lei penal não é um corpo isolado, mas uma peça de um sistema complexo, com regras próprias e princípios solidamente construídos, a sociedade será sempre surpreendida por leis que não são capazes de proporcionar o resultado desejado.
José Nabuco Filho é mestre em Direito Penal pela Unimep, professor de Direito Penal e Processo Penal da Uniban e de pós-graduação do Centro Universitário Claretiano.
j.nabucofilho@gmail.com
Twitter: @Nabucofilho |
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Escrito por Rodrigo de Losina Silva
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Qui, 29 de Julho de 2010 23:44 |
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As primeiras indústrias precisavam gerar sua própria energia, construindo pequenas usinas elétricas e geradores para poderem funcionar.
Com o tempo, a geração de energia tornou-se atividade de poucas grandes empresas. As indústrias agora podiam se preocupar com seu negócio, pagando mais barato por este importante insumo, fornecido a um custo muito mais acessível. As pequenas empresas de geração de energia desapareceram.
O software segue o mesmo caminho. De pequenos produtores, desenvolvendo soluções locais para atender seus clientes, o mercado está mudando para o formato da “computação na nuvem”. Apenas três ou quatro grandes nuvens dominarão o mercado. Estas fornecerão software como serviço para todo o mundo, com grandes ganhos de escala e qualidade.
Há exatos 12 meses, ouvi este raciocínio do representante de uma destas “nuvens” e lembrei-me dele quando desembarquei em Washington para o evento anual de Parceiros Microsoft. O fim iminente da empresa independente de desenvolvimento de software, decretado por um dos principais players do mercado, aumenta minha curiosidade de saber se seu maior concorrente tem algo diferente a dizer.
Ao som de “Oh Cloud”, a Microsoft inicia seu discurso. Uma estratégia consistente, produtos inovadores e uma diretriz de foco na “computação na nuvem”, não deixam dúvida aos milhares de espectadores reunidos no Walter E. Washington Convention Center, que a empresa já é um dos players neste mercado. Não é mais apenas uma ação para o futuro, um direcionamento estratégico ou uma intenção. A presença da Microsoft na nuvem é realidade.
Nada disto me surpreendeu. Mesmo entrando atrasada na onda da Internet, a Microsoft rapidamente assumiu a liderança em áreas como as ferramentas de navegação, com seu Internet Explorer. Não imaginava nada diferente sobre o ingresso da Microsoft na nuvem. Esta é uma batalha de igual para igual.
O que me surpreendeu foi seu discurso. Em última análise, não eram os produtos, as inovações, as estratégias, que me soaram diferente do que já havia ouvido de outros. Minha surpresa foi quando disseram que o que os diferenciava era a sua rede de parceiros: a capacidade de ter um parceiro Microsoft próximo ao cliente, entendendo suas necessidades e criando soluções próprias integradas às ferramentas Microsoft, tornavam suas soluções diferentes da concorrência.
Bom discurso, pensei, me perguntando ainda o quanto o mesmo refletiria efetivamente nas ações de uma empresa cuja reputação – merecida ou não – era buscar monopolizar os mercados em que atuava. Foi quando, em uma das palestras, ouço da Microsoft que a sua solução completa de “computação nas nuvens” - compatível com linguagens livres, como PHP e Java - também podia ser implantada em clientes. Empresas de hospedagem poderiam oferecer suas próprias “nuvens”, independentes, utilizando da Microsoft apenas a infra-estrutura de software necessária.
Uma única nuvem, centralizando todo o conhecimento, comunicação, cultura, de todo o mundo, ou inúmeras nuvens interligadas, do tamanho das necessidades de cada pessoa, empresa, entidade ou governo? Certamente, uma das questões essenciais que definiriam os rumos da Tecnologia da Informação nos próximos anos.
Na saída do evento, passo por um Shopping Center. No telhado, células foto-elétricas captam energia solar.
Rodrigo de Losina Silva
Diretor Presidente
Alfamídia Prow |
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Escrito por João Bosco Leal
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Qui, 29 de Julho de 2010 11:49 |
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A internet tem sido um mundo novo e maravilhoso para a humanidade por diversas razões, sejam culturais, emocionais, educacionais, de lazer, ou para qualquer finalidade que a utilizemos. Através dela podemos consultar e aprendermos tudo o que quisermos, desde dar um nó em uma gravata a conhecer lugares, países, livros, culturas, comércio e uma infinidade de coisas que nem consigo mensurar. Penso que o mesmo ocorre com a maioria das pessoas, e mesmo os mais jovens ainda não conseguem entender a infinidade dessa potencialidade.
Tenho aproveitado muito essa nova tecnologia para conviver mais com meus quatro netos que moram longe de mim, e sem o “Skype”, para conversar e vê-los ao mesmo tempo, penso que essa distância me seria muito difícil. Outra coisa muito utilizada pelas pessoas no uso da internet é o envio de e-mails aos amigos, que apesar de normalmente não possuírem profundidade alguma, serem de piadas, correntes chatérrimas, fotos, filmes, vídeo cacetadas ou outros, em algumas oportunidades eles nos transmitem algo ou, pelo menos, nos fazem pensar.
Foi o que ocorreu há pouco com um e-mail que recebi em que os animais da floresta se reuniram para escolher, entre os três leões lá existentes, qual seria o rei. Após algumas disputas sem vencedores, a última tentativa proposta pelos outros animais para a escolha, foi ver qual dos três conseguiria subir até o topo da montanha mais alta lá existente. Depois de algum tempo os dois primeiros voltaram cabisbaixos, admitindo sua incapacidade de atingir o topo e desistiram. O terceiro leão, porém, declarou que a montanha só o vencera “por enquanto”. |
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Escrito por Rede PDT
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Qui, 29 de Julho de 2010 10:41 |
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa - Era para ter sido manchete de seis colunas na primeira página, com direito a editorial, entrevistas variadas e repercussão imediata no Congresso. Infelizmente, a matéria ganhou um pé-de-página no final do noticiário político, aliás, página 17. Dirão uns estar o Congresso de recesso. Outros, que a sucessão presidencial prende muito mais as atenções. Mesmo assim, louve-se a “Folha de S. Paulo”, que em sua edição de domingo, publicou pequena reportagem informando a existência de um relatório entregue pela ABIN à presidência da República, dando conta de que governos estrangeiros, ONGs e o Conselho Indígena estimulam a criação de um “estado independente” em Roraima, com autonomia política, administrativa e judiciária. Trata-se da Reserva Indígena Raposa\Serra do Sol, onde há alguns anos cidadãos brasileiros só entram com a aprovação de ONGs alienígenas, região da qual foram expulsos fazendeiros plantadores de arroz. A acusação não partiu de aventureiros, de grileiros ou de garimpeiros interessados em explorar aquele território entregue aos índios, 46% do estado de Roraima. Deveu-se à Agência Brasileira de Inteligência, instituição respeitada até por haver desfeito os erros e abusos de seu antecessor, o SNI. A constatação é gravíssima, aqui e ali já denunciada especulativamente, mas agora inequívoca por sua origem. O relatório encontra-se no Gabinete de Segurança Institucional, funcionando no palácio do Planalto e diretamente subordinado ao presidente da República. Não pode ser descartado nem engavetado. Pelo contrário, deveria ser distribuído aos ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Justiça e ao Congresso, para providências. Acima de tudo, porém, para conhecimento da opinião pública e das entidades da sociedade civil, como CNBB, OAB, ABI e congêneres... (leia mais) |
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Escrito por Karina Ninni - O Estado de S.Paulo
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Qua, 28 de Julho de 2010 15:17 |
Reunião para pôr fim à caça de baleias termina sem acordo; só pressão da opinião pública pode resolver impasse
ESPECIAL PARA O ESTADO
Sete meses depois da Conferência do Clima de Copenhague, outra reunião global para tratar de questões ambientais terminou em fracasso. No fim do mês passado, 74 dos 88 países membros da Comissão Internacional da Baleia (CIB) reuniram-se em Agadir, no Marrocos, para tentar pôr um fim à caça dos mamíferos. Apesar da ampla maioria, foram derrotados por um grupo encabeçado por Japão, Noruega e Islândia. Agora, embora o fracasso de Agadir tenha tido pouca repercussão, dez entre dez especialistas acreditam que só a opinião pública mundial pode forçar uma solução para o impasse: a hora é de pressão política e econômica internacional.
Calcula-se que todo ano sejam caçadas no planeta cerca de 1.900 baleias, de várias espécies. Os grandes responsáveis por isso são baleeiros japoneses, noruegueses e islandeses. O curioso é que a prática está banida por uma moratória instituída pela CIB em 1986. Os países que a mantêm se valem de um artifício: a caça para fins científicos é permitida pela Convenção Internacional para Regulação da Atividade Baleeira, de 1946. |
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Escrito por Claudio Humberto
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Ter, 27 de Julho de 2010 11:39 |
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Cláudio Humberto - Dinheiro o vice José Alencar terá de sobra para contemplar herdeiros, incluindo Rosemary Morais Gomes da Silva, 55, que a Justiça o obrigou a reconhecer como filha. A professora de Caratinga ainda vive na penúria, mas não perde por esperar: circula nos meios empresariais a informação de que seu pai, rico industrial, estaria para receber este ano um jato zero, de US$ 48 milhões, para substituir seu Citation Excel. A sentença contra José Alencar, na investigação de paternidade, que foi notícia ontem nos jornalões, saiu primeiro nesta coluna, quinta-feira. Figura admirada até pela comovente luta contra o câncer, José Alencar poderia ter poupado sua biografia da triste repulsa à própria filha. Amigos de José Alencar atribuem as manobras protelatórias, para não reconhecer a filha, a interesses pela herança bilionária que deixará. O filho de José Alencar, Josué, um pão-duro, certa vez causou espanto no restaurante Gero, São Paulo. Após almoço frugal com um cliente americano, avisou em inglês perfeito: ''Minha parte é 115 dólares''. |
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