| Irã sinaliza que pode rever o enriquecimento a 20% de urânio no país |
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| Escrito por ABr |
| Qui, 29 de Julho de 2010 22:48 |
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Renata Giraldi As informações são da rede estatal de televisão do Irã, a PressTV. “O enriquecimento é um direito que temos com base no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares [TNP] e no determinado pela Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica]. Mas não significa que queremos enriquecer todas as reservas a 20%, uma vez que as necessidades do reator de Teerã de combustível são limitadas”, disse Salehi. De acordo com Salehi, o governo do Irã está aberto a propostas: “Estamos preparados para analisar as ofertas”. Em seguida, ele lembrou que o tema deverá ser objeto de uma reunião a ser marcada em setembro, depois do período religioso do Ramadã. No último domingo (25), os ministros das Relações Exteriores do Irã, do Brasil e da Turquia conversaram sobre a retomada das negociações em torno de um acordo, em Istambul, na Turquia. A conversa ocorreu no momento em que o Irã é alvo de uma série de medidas restritivas impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pela União Europeia. As restrições atingem diretamente as áreas comercial e militar do Irã. A iniciativa é uma punição ao governo iraniano pela suspeita de que haja produção de armas atômicas no país. Em 17 de maio, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, além do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, fecharam um acordo para tentar encerrar o impasse sobre o programa nuclear. Pelo acordo, o Irã envia 1,2 tonelada de urânio enriquecido a 3,5% para a Turquia. Em troca, no prazo de até um ano, receberá 120 quilos do produto enriquecido a 20%. Porém, a maior parte da comunidade internacional rejeitou o acordo optando pela adoção de sanções ao Irã, sob a alegação que o programa nuclear iraniano esconde a produção de armas atômicas. Porém, o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nega todas as suspeitas. O presidente e assessores informam que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos. Há planos para o uso do produto na fabricação de medicamentos e geração de energia. Mas os Estados Unidos e parte da comunidade internacional não confiam nas informações. |
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Data: Set 07, 2010













