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Economia e Negócios


Teles devem investir R$ 200 bilhões até 2018 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Folha Online   
Sáb, 31 de Julho de 2010 01:18

A compra do controle da Vivo pela Telefónica e a entrada da PT (Portugal Telecom) na Oi marcam uma nova fase de investimentos estrangeiros no Brasil, que se tornou o país preferido pelos investidores no setor de telecomunicações.

Movimentando R$ 25,7 bilhões, os dois negócios são os maiores do setor no país. Isoladamente, a compra do controle da Vivo pela Telefónica, por R$ 17,2 bilhões, é o maior deles e torna a operadora espanhola a maior do país.

Para concluir a compra da participação da PT na Vivo, a Telefónica conseguiu financiamentos com um grupo de bancos na Europa que totalizaram 8 bilhões. Parte dos recursos será destinada à redução de sua dívida e o restante ao pagamento da compra do controle da Vivo.

Segundo a Telefónica, 60% dos 7,5 bilhões serão pagos após a aprovação pela Anatel. O restante será pago em duas parcelas: R$ 1 bilhão no final deste ano e R$ 2 bilhões em outubro de 2011. Metade desse dinheiro será reinvestida no Brasil porque a PT usará esses recursos para injetar na Oi, empresa de que passa a deter 22,4%.

Estimativas da própria Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) indicam que o setor deverá receber mais de R$ 200 bilhões em investimentos até 2018.

A cifra considera, por exemplo, os recursos que serão obtidos com o leilão das últimas faixas de frequência da telefonia celular em terceira geração (3G), da banda H, previsto para este ano.

Grupos estrangeiros já visitaram a agência e estão interessados em participar do leilão. Dentre eles estão a americana Nextel, as japonesas KDD e NTT DoCoMo, a francesa Vivendi, entre outros, inclusive brasileiros.

Não estão incluídas no cálculo as fusões e as aquisições que ainda estão por vir, a exemplo do que ocorreu entre Oi, PT, Telefónica e Vivo. A Folha apurou que há outros processos de consolidação que devem ocorrer nos próximos dois anos.

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Bovespa foi melhor aplicação do mês; ouro é último em ranking de ganhos PDF Imprimir E-mail
Escrito por GIULIANA VALLONE Folha Online   
Sáb, 31 de Julho de 2010 01:14

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou em julho a maior variação mensal desde maio de 2009 e voltou a liderar o ranking das aplicações mais rentáveis em julho.

Tradicional refúgio em tempos adversos e melhor aplicação no mês passado, o ouro desvalorizou 3,91% no período, considerando os preços negociados na BM&F, e caiu para último lugar.

A Bolsa de Valores acumulou alta de 10,8% no mês, conforme a variação do índice Ibovespa ("benchmark" para a maioria dos fundos de renda variável). A taxa de câmbio, por sua vez, desvalorizou 2,7%.

A alta no mês marca uma virada no mercado de ações brasileiro, que registrou entre abril e junho o seu pior trimestre (retração de 11,9%) desde as turbulências da segunda metade de 2008. Em meio à crise dos "subprimes", o "termômetro" da Bolsa apresentou desvalorização de 25,2% no penúltimo trimestre daquele ano.

De acordo com Kleber Hernandez, analista de investimentos da corretora Spinelli, porém, mesmo com o mês bastante positivo é preciso cautela na hora de entrar na Bolsa. "Ainda há muitas ressalvas. A Europa, embora mostra indicadores de recuperação, ainda pode trazer notícias que deixem o mercado novamente negativo. Além disso, ainda indicadores contraditórios nos Estados Unidos", diz.

"A Bolsa é sistêmica. Isso pode pegar muitos investidores de surpresa, caso se posicionem com força em uma Bolsa que ainda está em um cenário incerto", afirma.

A renda fixa protegeu neste mês o dinheiro do investidor da inflação, que foi de 0,15%, pelo índice IGP-M, muito utilizado nos contratos de aluguel. A taxa do CDB teve retorno de 0,85%, enquanto o CDI (referência para boa parte dos fundos) oscilou 0,86%. Já a popular caderneta de poupança teve rentabilidade de 0,62%.

ANO

Apesar da valorização de julho, a Bovespa se mantém na última posição do ranking dos investimentos no ano. O Ibovespa acumula desvalorização de 1,56% entre janeiro e julho, enquanto o ouro (pela cotação BM&F), ainda a melhor opção, teve ganho de 14,84% no mesmo período.

O dólar teve oscilação de 0,75%, bem abaixo da rentabilidade vista em aplicações de renda fixa, como o CDB (5,34%) e da referência dos fundos, o CDI (5,18%). A poupança, por sua vez, teve retorno de 3,87% em sete meses.

Nos sete primeiros meses do ano, a inflação acumulada foi de 5,85% (IGP-M).

 

 
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