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Escrito por Sato Comunicação   
Qui, 11 de Março de 2010 09:33

 

 

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ibope, o crescimento publicitário no Estado de Mato Grosso do Sul foi de 22%, enquanto que em todo o Brasil, o número foi de 12%. E o investimento publicitário acompanha a renda dos trabalhadores, que no Centro-Oeste cresceu 4,20%.

O aumento de renda, divulgado pelo Ministério do Trabalho, é resultado do reajuste de salário a trabalhadores que compõem a classe C brasileira. É uma população que há dez anos não existia para o mercado de consumo e que agora passa a sustentar o ritmo veloz de crescimento.

Entre os setores que mais venderam, impulsionado pelo aumento da classe C, estão o de supermercados, lojas de roupas e farmácias. De acordo com o gerente do Supermercado Veratti – da Rede Econômica, localizado no município de Costa Rica, Cristiano Brugge, houve um aumento significativo de clientes da classe média. Dentre os principais motivos desse crescimento, ele aponta o desenvolvimento geral do País como o principal. “O Brasil tem se desenvolvido muito, hoje as pessoas tem um poder aquisitivo melhor, podem consumir mais. O crescimento é bem visível”.

De acordo com o analista de mercado e conselheiro do Conselho Regional de Administração - CRA/MS, Celso Ramos Régis, a história econômica nacional tem se mostrado favorável, tanto que há uns 12 anos atrás nós tínhamos três classes econômicas: ricos, medianos e baixa renda, e agora temos pelo menos cinco. “Hoje há uma melhor distribuição de renda no País, as classes eram muito concentradas. Agora, as pessoas estão mais qualificadas e não temos mais tanta rotatividade de mercado como tínhamos, há uma estabilidade maior, um aumento também na formalidade de empregos. E o mercado vê isso como um nicho muito importante”, afirma Régis.

Quando o assunto é gênero, o consumo aumenta ainda mais. “Geralmente as mulheres é que são encarregadas pelas compras da família, e isso não só da classe média, mas de uma maneira geral. São elas quem fazem as compras”, diz Cristiano Brugge. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Data Popular, tendo como as principais protagonistas as mulheres da classe C, o público feminino representa 51% do público consumidor.

Celso Régis afirma que as consumidoras devem ficar atentas ao consumo exagerado, uma vez que é crescente o número de propagandas voltadas para a classe. “Há que se ter um cuidado apenas com compras desnecessárias, pois isso pode elevar o nível de endividamento das famílias”, alerta.

No que diz respeito a cartões de crédito, elas também saem na frente. Enquanto 50% deles trabalham com este tipo de pagamento, 62% delas contam com essa facilidade. Um número que os mercados procuram aproveitar. “Nós trabalhamos com um cartão próprio em nossos supermercados e o que notamos, é que a aceitação delas é realmente maior. De maneira geral, os homens não se interessam por esse serviço, já as mulheres sim”, diz a empresária Roseli. Ainda de acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto, a presença do público feminino em shoppings centers é 20% maior que o público masculino, adotando novamente a classe média como base.


 

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