| PM e servidores entram em confronto em SP; Judiciário paulista decide manter greve |
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| Escrito por Uol |
| Qui, 08 de Julho de 2010 14:23 |
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Os funcionários tentavam impedir a passagem de pessoas para dentro do Fórum João Mendes e foram reprimidos pela polícia. Segundo a Associação dos Oficiais de Justiça de SP (Aojesp), a PM chegou a usar spray de pimenta e balas de borracha para dissolver a manifestação. A assessoria de imprensa da entidade informou que a presidente da associação, Yvone Moreira, foi levada para um hospital da região central da cidade após ser atingida no seio por um artefato. Ela também teria estilhaços de vidro nos olhos. De acordo com um porta-voz da Aojesp, no momento ela está com muitas dores e precisou ser sedada. A PM afirma apenas que houve um início de tumulto no local, mas não confirma a utilização de artifícios para conter o protesto. Os grevistas pedem uma reposição salarial de 20,16%, além da suspensão da Resolução 520, que permite que os dias parados sejam descontados do salário dos grevistas. A greve entra hoje em seu 71º dia. Segundo a Aojesp, mais cedo houve uma reunião entre representantes dos servidores e dois assessores da presidência do Tribunal Judiciário de São Paulo, porém não houve qualquer negociação. A assessoria de imprensa da entidade disse ainda que os funcionários chegaram a rebaixar para algo em torno a 10% o pedido de aumento, mas ainda assim não houve acordo. Balanço da OAB-SP “Quem vai pagar esse prejuízo? Em 2004, quando a Justiça parou três meses, muitos escritórios fecharam porque não conseguiam mais pagar o salário do pessoal administrativo, nem arcar com as despesas ordinárias desses escritórios”, ressaltou Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da OAB SP. Em entrevista ao UOL Notícias, o vice-presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, disse que a greve está prejudicando a tramitação dos processos e reiterou que o prejuízo ao andamento de alguns processos pode chegar a um ano de atraso. “O reflexo da greve não é só durante a greve. Nós teremos muitos problemas mesmo após o término da paralisação, pois agora a agenda, que já é cheia, está totalmente desorganizada”, disse da Costa, que não deixou de frisar que a OAB-SP respeita e apoia as reivindicações dos servidores. “Compreendemos as reivindicações, pois realmente existe uma grande defasagem nos salários. O que não apoiamos é a greve, que, na nossa opinião, é um instrumento radical que está prejudicando muitas pessoas”, afirmou. |
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