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Internacional
Califórnia prende 97 e destrói maconha avaliada em quase R$ 3 bilhões PDF Imprimir E-mail
Escrito por Folha DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS   
Sáb, 31 de Julho de 2010 01:25

Noventa e sete pessoas foram presas nas últimas três semanas no Estado americano da Califórnia em operações de combate ao plantio de maconha. No total, foram apreendidas --e destruídas-- cerca de 432 mil mudas da planta, avaliadas em US$ 1,7 bilhão (mais de R$ 2,9 bilhões).

De acordo com as autoridades, a maior parte dos acusados é de origem mexicana, e a suspeita é a de que as fazendas sejam administradas por narcocartéis daquele país --os nomes dos cartéis supostamente envolvidos, porém, não foram divulgados.

Nas operações, os agentes federais e estaduais encontraram também cocaína, metanfetamina e várias armas de fogo.

Os suspeitos presos deverão responder na Justiça pelos delitos de cultivo de maconha, posse de maconha para venda, posse de armas e desrespeito às leis de imigração.

"Uma tremenda devastação foi feita e continua sendo feita por essas plantações de proporção industrial", disse Gil Kerlikowske, diretora do Escritório Nacional de Políticas de Controle de Drogas americano. "Eu acho que, quando as pessoas virem o que o plantio de maconha faz com suas terras, fará uma grande diferença."

 
Casa Branca implora a site WikiLeaks para cessar vazamento de dados secretos PDF Imprimir E-mail
Escrito por DA ASSOCIATED PRESS, EM WASHINGTON   
Sáb, 31 de Julho de 2010 01:23

Após anunciar que mais informações sobre a guerra no Afeganistão podem ser divulgadas, o site WikiLeaks recebeu um apelo da Casa Branca nesta sexta-feira para que interrompa o vazamento de dados secretos.

Autoridades da administração do presidente Barack Obama disseram que a investigação sobre o vazamento de milhares de documentos confidenciais vai além dos militares americanos. De acordo com o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs a divulgação destas informações colocam em risco a segurança nacional e as vidas de informantes afegãos e membros do Exército dos Estados Unidos.

Saiba o que revelam os arquivos secretos da guerra no Afeganistão
Pentágono pede ajuda a FBI para investigar vazamento do WikiLeaks
Vazamento de dados põe vidas em risco, dizem EUA e Afeganistão
Wikileaks diz não saber fonte dos documentos vazados
Análises dos EUA sobre o Brasil também vazaram no WikiLeaks
Em reação aos dados vazados, Irã nega apoio ao Taleban

Gibbs comentou ainda as potenciais ações do governo para impedir que mais dados secretos sejam vazados pelo site WikiLeaks. "Não podemos fazer nada além de implorar à pessoa que detém estes documentos confidenciais para que não os divulgue", disse.

Em entrevista ao programa Today, da emissora de televisão NBC, Gibbs afirmou que "é importante que não haja mais danos à segurança nacional".

JULIAN ASSANGE

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse em entrevista à emissora estatal de TV da Austrália na quinta-feira que o site contatou a Casa Branca -- por meio do jornal "New York Times" -- e ofereceu permitir que autoridades do governo tivessem acesso aos documentos antes de divulgá-lo, para ter certeza de que pessoas inocentes não fossem identificadas.

Assange disse que a Casa Branca não respondeu ao contato e negou as afirmações do governo americano de que pessoas inocentes ou informantes estivessem correndo perigo após o vazamento dos dados secretos. "Ainda não houve evidências claras disso", afirmou.

INVESTIGAÇÃO

O inquérito instalado pelo Pentágono tem se focado em Bradley Manning, 22, um especialista em inteligência do Exército americano que já foi condenado anteriormente por ter vazado vídeos ao site WikiLeaks.

O militar americano é o principal suspeito do vazamento de mais de 91 mil páginas de documentos secretos da guerra do Afeganistão ao site WikiLeaks, foi transferido de uma prisão militar no Kuait para a base da Marinha em Quântico, nos Estados Unidos.

AP
 
Manning estava em uma prisão militar no Kuait, acusado de vazar vídeo de ataque dos Estados Unidos no Iraque

Manning, de 22 anos, serviu como analista de inteligência no Iraque. Ele já havia sido detido em maio passado, suspeito de ter transmitido ao Wikileaks um vídeo que mostra o ataque de um helicóptero do Exército americano no Iraque. O ataque causou, em 2007, a morte de dois funcionários da agência de notícias Reuters e de várias outras pessoas, em Bagdá.

Ele foi acusado em junho passado de oito violações ao Código Criminal dos EUA por transferir ilegalmente informações classificadas. Agora, é o principal suspeito de um novo vazamento de documentos militares ao WikiLeaks, que causou reação internacional ao revelar detalhes cruéis da rotina da guerra --como assassinato de civis encobertos e esquadrões que matam talebans sem julgamento.

TRIBUNAL MILITAR

O militar, afirma a rede de TV americana CNN, permanecerá em confinamento na base da Marinha até que a investigação do Pentágono determine se ele deve enfrentar um tribunal militar pelas acusações. Como seu julgamento não foi determinado, ele ainda não entrou com declaração de inocência ou culpa.

Segundo o Pentágono, Manning teria acessado um sistema mundial militar dos Estados Unidos, com acesso restrito via internet, Secret Internet Protocol Router Network (SIPRNET), e baixado dezenas de milhares de documentos.

Para poder ter acesso a este sistema, o pessoal autorizado precisa de senhas, além de passar por outras medidas de controle, como o acesso físico, para conectar-se a sistemas específicos que fornecem informação classificada nos mais altos níveis. Ele teria este acesso devido a seu cargo de analista de inteligência.

A investigação oficial do Pentágono foi aberta na terça-feira (27) e entregue aos cuidados da mesma Divisão Criminal encarregada do dossiê de Manning no caso Iraque. Seu nome já havia sido citado por funcionários do Pentágono como 'pessoa de interesse' no novo caso de vazamento.

 
Chefe do narcotráfico mexicano é morto em operação militar PDF Imprimir E-mail
Escrito por AFP   
Sex, 30 de Julho de 2010 11:00

Os corpos de 15 pessoas, incluindo os de duas mulheres, todos com marcas de tortura e tiros, foram encontrados nesta quinta-feira em uma estrada do estado mexicano de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, informaram as autoridades.

As vítimas estavam em uma estrada que liga Ciudad Victoria a Matamoros, que faz fronteira com Brownsville, no Texas, e "tinham as mãos atadas, os rostos vendados e marcas visíveis de tortura e disparos de armas de fogo na cabeça". Todos apresentavam um "Z" marcado nas costas, ao que parece uma referência ao cartel dos Zetas, formado por ex-militares de elite e que age na região.

O canal de TV Milenio exibiu imagens das vítimas jogadas na estrada, divididas em dois grupos, com as roupas rasgadas e sangue na cabeça.

Tamaulipas, na fronteira com o Texas, é sacudido nos últimos meses por uma onda de violência ligada ao narcotráfico, que as autoridades atribuem a uma luta pelo poder entre o Cartel do Golfo e os Zetas, seus antigos aliados.

A violência ligada ao crime organizado já deixou mais de 25 mil mortos no México desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón deflagrou uma vasta operação contra os cartéis das drogas.

 
Chefe do narcotráfico mexicano é morto em operação militar PDF Imprimir E-mail
Escrito por AFP   
Sex, 30 de Julho de 2010 10:57

Ignacio Nacho Coronel, um dos principais líderes do cartel de Sinaloa Foto: AP

Ignacio "Nacho" Coronel, um dos principais líderes do cartel de Sinaloa
Foto: AP

O Ministério da Defesa do México confirmou nessa quinta-feira a morte de Ignacio "Nacho" Coronel, um dos principais líderes do cartel de Sinaloa. Um dos maiores chefes do narcotráfico no país, "Nacho" foi morto em confronto com o exército mexicano no estado de Jalisco, na região oeste.

"Nacho" era um dos principais sócios do líder do cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán, um dos chefes do tráfico de drogas mais procurados do país e considerado um dos responsáveis pela onda de violência em que vive o México.

Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 5 milhões de dólares pela captura de "Nacho", também conhecido como "El Ingeniero" (O Engenheiro). Já o governo mexicano oferecia 30 milhões de pesos (US$ 2,3 milhões) pela prisão de "Nacho".

O general Edgar Luis Villegas afirmou em entrevista coletiva que o exército realizava, na cidade de Guadalajara, capital de Jalisco, uma operação para apreender o narcotraficante, quando este tentou fugir e abriu fogo, matando um militar e ferindo outro. O exército reagiu e ele acabou sendo morto.

Villegas afirmou ainda que o exército também deteve Iran Francisco Quiñónes Gastélum, homem de maior confiança de "Nacho". A operação militar aconteceu no bairro onde "Nacho" tinha duas casas que usava como base de operações, e onde os militares encontraram armamento, joias e veículos que ainda estão sendo contabilizados.

"Nacho", segundo a fonte, liderava o cartel de Sinaloa junto a Joaquín "Chapo" Guzmán e Ismael Zambada, conhecido como "El Mayo".

Natural do estado de Durango, norte do país, "Nacho" iniciou suas atividades delitivas sob as ordens do narcotraficante Amado Carrillo Fuentes, conhecido como "O Senhor dos céus", um dos líderes mais poderosos do México, que morreu em 1997 durante cirurgia plástica.

Depois da morte de Carrillo, de acordo com dados do Ministério da Defesa Nacional, "Nacho" se uniu à organização de "Chapo" e chegou a se tornar um dos principais líderes do Cartel. O narcotraficante dirigia as operações de tráfico de cocaína nos estados de Jalisco, Colima, Nayari e parte de Michoacán, no litoral do Pacífico.

A violência do narcotráfico vem aumentando desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou uma campanha militar contra os poderosos cartéis da droga.

Com informações das agências EFE, AFP e Reuters.

 
Honduras é tema principal da conversa de Lula com presidente da Nicarágua PDF Imprimir E-mail
Escrito por ABr   
Qua, 28 de Julho de 2010 11:12

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, têm uma série de reuniões hoje (28) em Brasília. O tema que deverá dominar as conversas é a reintegração de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA). O país foi suspenso do grupo desde a deposição do então presidente Manuel Zelaya do poder, em junho de 2009.

Como o Brasil, a Nicarágua impõe exigências ao governo do presidente de Honduras, Porfirio “Pepe” Lobo, para que o país seja reintegrado à OEA. As exigência incluem a anistia a Zelaya, além de garantias de respeito às instituições e aos direitos humanos no país. Lobo tenta reconquistar a confiança da comunidade internacional, ao ressaltar que cumpre a maior parte do que é solicitado.

No último dia 21, o governo Lobo recebeu apoio para ser reintegrado à OEA de praticamente todos os países que fazem parte do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica). Assinaram o documento pedindo o retorno de Honduras à OEA seis dos sete países do Sica (Guatemala, Belice, El Salvador, Costa Rica, Panamá e República Dominicana). Apenas a Nicarágua se recusou a ratificar a declaração.

Nos próximos dias, a comissão especial da OEA, que examina a situação política de Honduras, deve concluir um relatório e encaminhá-lo à secretaria-geral do órgão. Para a reintegração à OEA, o governo do presidente hondurenho, Porfirio Pepe Lobo, deve obter 22, dos 33 votos dos integrantes da organização.

Para o Brasil e outros países latino-americanos, houve um golpe de Estado em Honduras porque um movimento, sem respaldo popular, retirou do poder um governante que foi eleito democraticamente. A interpretação gera polêmica porque opositores de Zelaya afirmam que ele pretendia mudar a Constituição para se beneficiar com o direito à reeleição, o que não é permitido pela legislação hondurenha.

 
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